segunda-feira, 26 de julho de 2010

Farewell post

Olá, galera!
Chegou a hora de dizer adeus. Que fique claro que é um adeus ao blog. Amanhã de manhã volto ao Brasil, terra querida. Apesar de estar contente em voltar, já estou com saudade de Cape Town, da África do Sul.
Aqui fui estudante, jornalista, turista, nativo. Enfrentei dias frios, chuvosos. Aproveitei dias lindos, com pores-do-sol inesquecíveis. Fiz viagens malucas, dirigindo mais de dois mil quilômetros com a marcha na mão esquerda. Participei de uma Copa do Mundo, tocando vuvuzela, vendendo ingresso, assistindo quatro partidas. Estudei pra caramba, fiz muita festa também. Corridas e exercícios na promenade de Sea Point sempre ajudaram a relaxar o corpo e a alma.
Vi dezenas de Ferraris nas ruas capetonianas, chorei de tristeza ao ver a situação crítica da galera que mora em favelas. Banhei-me em águas do Oceano Índico, surfei junto com tubarões, escalei montanhas famosas.
Ah, essa foi boa: vi neve pela primeira vez na vida, no topo das mais altas montanhas que cercam Cape Town. Outra coisa que descobri aqui foi o sabor de scalops. Também comi muito filé, muita lagosta, muito camarão, muito frango no KFC. Joguei sinuca, joguei poker, mas não joguei futebol. Ganhei presentes, dei presentes. Comemorei 30 anos.
Poderia ficar três dias diretos descrevendo as experiências... Mas o principal foi ter conquistado novos amigos. Amigos de todos os lugares do mundo. Sem eles, nada do que vivi aqui teria importância.
E não estou triste de voltar porque sei que no Brasil vou reencontrar bons amigos e minha querida família. São vocês, gente, que fazem a vida valer a pena. Sempre!
Até daqui a pouco...
Cheers.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Últimos dias...

Hello, my dear friends! How have you been?
Gostaria de ter escrito mais nos últimos dias, mas passei as semanas muito ocupado e com problemas no acesso à internet. Entro na contagem regressiva definitiva da minha estadia em Cape Town. Como ouvi de 96% das pessoas que conheci aqui, pretendo voltar pra essa terra querida.
Assim que o Brasil perdeu pra Holanda, passei dois dias fazendo a Garden Route. Certamente uma das melhores rotas turísticas rodoviárias do mundo! Tem muita, mas muita atração. O visual da paisagem é deslumbrante. Cravo aqui que ainda vou repetir a Garden Route, que se estende na costa meridional da África do Sul. Apesar de estar na companhia de três grandes amigos – Unal, Alexander e Fabiano –, acredito que será muito mais interessante fazer esse bis com uma bela companhia feminina. Tem praias lindas, tem a divisa do Atlântico com o Índico, tem o bungy jumping mais alto do mundo, tem acomodações baratas e com bela estrutura, tem muita gente divertida morando em cidades que parecem de cinema, tem casas antigas, tem gigantes mansões em balneários inesquecíveis, tem muito restaurante bom com preço barato.
Falando em comida, nos últimos dias também fiz uma via-sacra nos restaurantes mais recomendados de Cape Town. E aproveitando a graninha ganha como “cambista do cambista”, comi muito bem, obrigado. Não seria nem capaz de dizer qual o meu lugar preferido pois não quero cometer injustiças.
Depois da Copa do Mundo, dediquei-me a me aventurar por lugares e atrações que não podia deixar de fazer. Até me dei ao luxo de repetir umas experiências, como escalar novamente a Table Mountain e deslumbrar um visual que ilumina qualquer alma. De mais de mil metros de altura, dá pra ver o infinito do mar se misturar com o céu, a bela cidade se espalhar ao redor da cadeia rochosa.
Uma novidade foi ir ao Cabo da Boa Esperança. Foi um ponto estratégico na luta dos portugueses contra os oceanos para chegar às Índias mais de 500 anos atrás. Antes, porém, tive de dar uma passadinha rápida em Simon's Town pra visitar a colônia de pinguins que tomaram conta da praia. Conhecidos como pinguins Jackass, eles são uma figura! Taí, Rita, fiz fotinhos com eles, como você pediu em um comentário há um bom tempo.
Como não podia deixar de fazer, visitei a Robben Island, onde Nelson Mandela ficou confinado durante 18 anos. De lá, Mandiba* ainda passou mais nove anos detido em Joburg antes de finalmente ser libertado. Pelo tour na ilha, aprendemos muito com o guia Mohammed, que foi companheiro de Mandela na prisão. Com uma riqueza de detalhes, ele explicou a história da Robben Isle, da contribuição de diversos países para o fim do apartheid e como funcionava um dos sistemas carcerários mais cruéis do mundo.
Impossível deixar de lamentar como um líder que pregava a liberdade e a igualdade social acabou cumprindo uma severa pena. Só pra ter ideia, a cela dos presos políticos, ala onde Mandela ficou, tem uma área de aproximadamente 6m². Sem cama, sem colchão, sem banheiro, sem água. Pra fazer suas necessidades, o preso tinha de usar um balde vermelho que ficava no quarto e despejar os dejetos fora uma vez por dia no horário previsto, às 17h.
Esses são os últimos passos da minha experiência aqui. Muita sola de sapato gastei aqui. Agora, tenho muito chão pra trilhar aí no Brasil. And I miss you, Brasil! Ao mesmo tempo, também já começo a sentir falta de Cape Town...
Bom fim de semana a todos!
Cheers!

* Mandiba significa algo como “O grande pai”. Se não me engano, é uma palavra da língua africana IsiZulu. Ayoba!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Até daqui a pouco, seleção brasileira!

Hi, brazilians! How have you been?
O que dizer do jogo Brasil x Holanda? Vocês com certeza acompanharam a eliminação dos “samba boys”. Muito devem ter ouvido, falado, analisado o jogo... A sensação de dentro do estádio é o que quero transmitir nas próximas linhas.
Antes da partida, muita festa entre holandeses e brasileiros. A gente era maioria no estádio. O número de camisas amarelas era muito superior ao de camisas laranjas. No primeiro tempo, fiquei atrás do gol do Julio Cesar. Quando o tal do Felipe Melo recebeu a bola no meio-campo e o Robinho correu em diagonal pra supreender os zagueiros, eu consegui antecipar o gol. A defesa da Holanda abriu e o tal do Felipe Melo tinha de dar aquele passe. Era mamão com açúcar! Robinho fez o que se esperava de um atacante brasileiro. Nada de chutão quando se está cara-a-cara com o goleiro. Só um toquinho na gorduchinha, pra tirar a bola do alcance do camisa 1 adversário, estufar a rede e correr pro abraço. Restou ao jovem casal de holandeses ao meu lado me parabenizar pelo gol.
Depois de bons 45 minutos de futebol pentacampeão, foi hora de entrar em ação a agilidade dos ratos de estádio. Não interessa se o ingresso que você tem é pra categoria 4, que é carne de pescoço. No intervalo, você pula pra categoria 1 e se lambuza com filé mignon. Ao meu lado, tive de concordar com um holandês que a seleção deles tinha mais talentos individuais. E foi do meio-do-campo que vi o tal do Felipe Melo atrapalhar o Julio Cesar no gol de empate dos laranjas. E do mesmo lugar o tal do Felipe Melo deixar o Sneijder cabecear livre pra virar a partida. Depois o tal do Felipe Melo conseguiu arranjar um cartão vermelho pra completar sua via-sacra.
Com o Brasil eliminado, cresce o argumento daquelas pessoas que falam que futebol não dá camisa pra ninguém, que é um esporte que é o ópio do povo, que é besteira torcer em campeonatos, que o Brasil tem mais é que perder mesmo... Não concordo com muita coisa no futebol, sei que há muito dinheiro envolvido, tem picaretagem, tem maracutaia... Mas é preciso ver o esporte como uma arte, uma paixão que move multidões. Nunca aprovei o time do Dunga, sempre achei que no seu comando não tivemos uma seleção forte pra Copa. Mesmo com todos os defeitos do esporte e do time, aqueles 11 homens em campo eram os representantes que tínhamos perante o mundo. Mesmo não gostando do tal do Felipe Melo, não tem como não apoiar o nosso país. Algo que muito ouvi falar de amigos e amigas que já tiveram a experiência de morar distante do melhor lugar do mundo. Depois do apito final, os brasileiros se olhavam e não conseguiam trocar muitas palavras. Vi pais e filhos saindo do estádio com lágrimas nos olhos.
Já imaginei uma galera me procurando pra dizer que sou pé-frio, que dou azar. Não é pra menos. No primeiro jogo do Brasil que assisto no estádio, pego uma eliminação em Copa do Mundo. No entanto, eu fui para as arquibancadas preparado para o que desse e para o que viesse. A vida é assim, exige da gente nos momentos de dificuldades e nem por isso deixa de ser bela.
Bem, não foi dessa vez o nosso hexa, mas temos que nos preparar muito bem para daqui quatro anos. Já a Holanda tem um dos melhores plantéis dessa competição. Agora eles estão em Cape Town, como favoritos para bater o Uruguai e chegar à final daqui poucas horas. A cidade está laranja, com alguns pontos azuis da torcida uruguaia. Um movimento como em nenhuma outra partida. Acabei de passar em frente ao estádio pra voltar pra casa e uma galera já faz a rota pra lotar o Green Point Stadium.
Voltando ao Nelson Mandela Bay, em Port Elizabeth, logo depois da partida foi hora de pegar a estrada e se mandar da cidade com o maior número de restaurantes KFC (Kentucky Fried Chicken) por habitante! Pra quem não está ligado, KFC é uma espécie de “McDonald's de frango”. Lógico que a janta foi em um dos tantos KFC desse lugar maluco.
Com o estômago cheio de frango, tive a chance de conhecer por alguns dias uma das melhores rotas turísticas do mundo: a famosa Garden Route! No próximo post eu vou relatar melhor minha rápida aventura em cruzar o sul da África do Sul de ponta a ponta. Foi um passeio curto, de apenas dois dias, já que há atrações pra ficar mais de duas semanas na estrada. Porém, do pouco que vi, gostei. Ainda mais com a companhia de bons amigos que aqui encontrei.
Bom final de Copa pra todos!
Cheers!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Vai um suco de laranja?

Salve, irmãos brasucas!
Serei breve nesse post porque internet aqui...
Depois de semanas a pão e água, sem respirar para economizar oxigênio, enfrentar oito horas de estrada, enfim cheguei ao outro lado da África do Sul. Respirando o ar do Oceano Índico em Port Elizabeth, vou assistir a quarta-de-final entre Brasil x Holanda.
Não vai ser fácil. A cidade é uma porcaria e sinto que os holandeses estão em maioria. Porém, vamos lá, fazer barulho, pra incentivar o timinho do Dunga.
Saudades! Faltam mais quatro semanas pra curtir uma boa feijoada!
Abraços a todos!
Cheers!

sábado, 26 de junho de 2010

Amistoso com os patrícios

Hello, buddies! How are you doing?
Aqui foi dia de jogo do Brasil. Muito verde-e-amarelo nas ruas de Cape Town. Como o Ferryman's, bar no Waterfront onde vi o jogo contra a Costa do Marfim deu sorte, resolvi ver a partida no mesmo lugar. E chegando lá encontrei uma juventude jovem que estava "fantasiada" de torcida de Portugal e do Brasil. Uns gringos com gorros de BraZil e umas bandeiras pintadas na cara! Gritei no ouvido deles: "Brasil, vamos ganhar desses portugas"! A resposta foi: "What are you talking?" Ao mesmo tempo, uma outra turma fantasiada de portugueses. Sei lá o porquê do pub ter "contratado" essa molecada, que mais atrapalhou o público que queria acompanhar a partida do que incentivou alguma coisa. No mais, a partida foi fraquinha mesmo. Jogo amistoso, né? Sem emoção nenhuma...
Depois do jogo, o meu colega Fabiano e eu fomos comer uma pizza no Bravado, pizzaria em frente ao Estádio Green Point. E lá lembrei de uma dica culinária muito importante que aprendi aqui. As pizzas sul-africanas são um pouco diferentes. Pra começar, elas são sempre individuais. Não rola como no Brasil, onde uma massa redonda serve três, quatro, cinco pessoas. A variedade de sabor é bem mais limitada, mas... o importante é saber escolher os "extras", o que em inglês é "pizza topping". Dá pra adicionar muita coisa na pizza. Eu sempre peço algo que no começo parecia muito exótico, mas que é muito bom: abacate. Assim, sempre que você pedir uma pizza em casa aí no Brasil, cuida pra ter abacate na cozinha. Basta cortar umas fatias finas e jogar por cima. Alguém já tinha visto isso aí no país tupiniquim?
No mais, estou na contagem regressiva. Em cerca de quatro semanas, desembarco em terras brasileiras, com a mala cheia de vuvuzelas e roiboos tea. Enquanto isso, sigo aqui estudando inglês, acompanhando muito a Copa e conhecendo novas delícias culinárias. Apesar do blog, tem muita história pra contar. Cada detalhe que começo a perceber agora e que fazem toda a diferença.
E é impressão minha ou está pintando uma final Brasil x Argentina?
Cheers!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Recepção à brasileira, chá à sul-africana

Olá, conterrâneos!
Começo lamentando a eliminação dos Bafana Bafana. Concordo que os caras não têm lá um grande futebol, mas antes da Copa muitos acreditavam que o time conseguiria pelo menos chegar na segunda fase. Acompanhando os amistosos antes da competição começar, eu duvidava até que a África do Sul conseguisse marcar um gol. Acho que foram uns cinco amistosos sem marcar - nada como ter o Parreira como técnico! E no primeiro jogo, eles assinalaram o primeiro gol do torneio. O camisa 8 Tshabalala, pra mim o melhor jogador sul-africano, aproveitou um belo lançamento pra lançar um canhão e balançar a rede do time mexicano.
É difícil falar da África do Sul sem fazer uma divisão entre negros e brancos porque isso ainda existe a olhos nus. O futebol é mais admirado pelos negros. E eram eles que estavam confiantes, essa Copa é pra eles. Os brancos, ao menos a maioria deles, estão mais preocupados com rugby. Na Copa do Mundo de Rugby de 1995, o time nacional, chamado de Springbok, foi campeão. Infelizmente, o mesmo não aconteceu com o futebol. Mas nada de desistir, galera! Um dia eu gostaria de ver uma seleção africana erguer a taça do mundo. Pode ser a África do Sul, Gana, Costa do Marfim, Camarões, Nigéria...
Sem os Bafana Bafana, o Brasil ganhou milhões de adeptos. Muitos torcedores aqui admiram a seleção canarinho. Certamente teremos o reforço dos sul-africanos na corrida para o hexa. E pra agradecer esse carinho, ontem na correria pra vender uns ingressos encontrei dois espaços tupiniquins aqui em Cape Town. Um é o Village Terra. O portal da internet alugou uma bela casa em frente ao Waterfront, que é um belo shopping ao lado do porto de Cape Town, pra recepcionar torcedores brasileiros. Basta dizer na porta em bom português "olá, tudo bem?" que a entrada é liberada. Dentro, petiscos e gelada de graça. Outro espaço similar é a Casa Placar. Uma das principais revistas esportivas, a Placar tem o patrocínio de gigantes como Itaú, Boticário, Volkswagen, entre outros. E montou uma bela tenda no Waterfront, com um esquema parecido do Village Terra - cerveja, refri, água, petiscos, tudo na faixa. Durante os jogos, narração em português. Ontem, o comentarista era o Ricardo Rocha, saudoso zagueiro da Seleção que, ao menos na minha opinião, não deixa muitas saudades como jogador. Porém, sempre bem humorado, ele arrancou boas risadas da galera dizendo que muitos estavam todos os dias na Casa Placar aproveitando o "0800 da cerveja e da comida".
Acho estranho esses espaços estarem aqui, afinal o Brasil está jogando em Joburg, distante cerca de 1,6 mil quilômetros da chamada Mother City. Será que eles sabem que alguma coisa que não sabemos? O Brasil pode jogar aqui só uma partida. Ou será nas oitavas-de-final, se ficar em segundo no grupo, ou nas semifinais, se até lá a nossa seleção chegar.
Há tempos não deixo uma dica culinária no blog. Hoje fica uma bem fácil. Aos apreciadores de chá, se por acaso encontrarem roiboos tea nos mercados, eu recomendo a compra. O chá vem de uma planta de uma região próxima a Cape Town. Tem um gosto levemente parecido com nozes. Tradicionalmente é servido com leite. Apesar de ser um pouco doce, pode ser adocicado com mel ou açucar. E um pouco de limão também vai bem. O chá é livre de cafeína e tem como principal qualidade a capacidade de ser antioxidante (o que isso quer dizer, não sei ao certo, mas parece importante). É recomendado pra aliviar a tensão nervosa, alergias e problemas digestivos.
Que a nossa seleção aproveite pra se servir de roiboos tea nas horas de tensão, principalmente nessa briga ridícula da imprensa contra o técnico Dunga e os jogadores. Só inutilidade pra se colocar no papel, na TV. Mais calma, galera!
Um brinde a todos. Cheers!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Uma noite histórica

E foi assim...
Uma mesa tradicional no Ferryman's: uns três brasucas, uma equatoriana, uma embaixada da Suíça, uns colombianos, um angolano. O angolano era o único com samba no pé. Grande, Eustávio! Na mesa do lado, uns malucos e umas loiras balzaquianas de Cape Town com a bandeira brasuca pintada no rosto. No resto do pub, todo mundo torcendo contra os pentacampeões. Ok, confesso que contra seleções europeias, fico sempre no lado dos times latino-americanos e africanos. Lógico que abro exceção pra Holanda e Dinamarca, cujas torcidas femininas fazem a gente quase quebrar o pescoço pelas ruas de Cape Town.
Elas à parte, jogamos um bom futebol. E eu nunca ganhei tanta cerveja de presente. Meu copo pela metade e lá vinha um amigo gringo me entregar 500ml de Castle. E assim foi, durante o jogo todo. Quando Luis Fabiano soltou a bomba, eu ainda me sentia com 29 anos. Estranha sensação... No segundo gol, um momento histórico. Depois de dois "chapéus" nos zagueiros da Costa do Marfim, uma conclusão perfeita com a canhota. Enquanto a gente comemorava, a galera começou a vaiar vendo o replay. Ok, foi braço, mas e o preconceito que ainda é muito forte aqui na África do Sul apesar do fim do chamado "apartheid"? E a barreira contra imigrantes de ex-colônias na Europa? E o abusivo sistema capitalista liderado pelos EUA, que gera muita fome e guerra pelo mundo afora? Pô, foi apenas um domínio no braço, coisa marota, futebol moleque. E seria muito complicado pro árbitro anular o gol mais bonito da Copa.
No fim, o retardado do Elano ainda fez mais um gol. E Drogba, um dos grandes jogadores dessa Copa, também marcou. Fica agora a esperança de ver Portugal tropeçar pra que a Costa do Marfim ainda tenha chance de se classificar. Apesar da confiança da torcida portuguesa, sei não.
A meu ver, ainda está longe de o Brasil ser um time com pinta de campeão. Agora, somos novamente respeitados. Ao menos isso... E agora ia cair bem ter o Ronaldinho Gaúcho no banco, hein, Dunga?
Depois da partida, mais uma breve comemoração no Jade's Lounge. Só quando fui descansar a cabeleira, senti o que é ter 30 anos. Antes de me deitar, uns bons copos d'água pra evitar a ressaca. Dormi muito bem e acordei renovado!
Valeu, Bianca, Mauren e demais ex-colegas de profissão que brindaram ontem em minha homenagem! E o senhor, Nilson, que está fazendo no Brasil que ainda não apareceu em Cape Town? E ao xepa do meu irmão e ao meu primo xepa, vão fazer piadinha sem graça lá na Coreia do Norte! Apesar da comida ser boa e barata, não consegui engordar. No mais, tenho feito a lição de casa: ao menos três corridas por semana na Promenade mais exercícios básicos. Mantendo a imagem do Brasil em dia perante a mulherada gringa.